WORKSHOP DE SISTEMAS NATURAIS

Coordenação: Patricia Pérez Rumpler “Máster d’Arquitectura del Paisatge” –Universitat Politècnica de Catalunya
Organizador Local: Alexandre Campello

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O Workshop de Sistemas Naturais foi idealizado com o objetivo de orientar e enriquecer o trabalho da equipe técnica do projeto quanto ao corredor ecológico do rio Capibaribe. O enfoque temático surgiu diante da necessidade de repensar o manejo das águas, especialmente no caso de um rio urbano, pauta que ganha cada vez mais atenção a nível internacional. Sendo assim, foram objetivos específicos: (I) promover e gerar conhecimento sobre Sistemas Naturais, (II) elaborar conceitos criativos na temática de corredores ecológicos e recursos hídricos, (III) reunir ideias potencialmente aplicáveis ao Projeto Parque Capibaribe.

Entre os resultados esperados a compreensão de como se dá o contato das pessoas e das cidades com seus recursos hídricos, desde abordagens mais lúdicas e conceituais a abordagens empíricas, de questões como: os fluxos de água são respeitados? qual o tipo de apropriação antrópica das margens do rio? existe serviço de coleta e tratamento das águas pluviais? Além disso, esperava-se a proposição de soluções simples, criativas e viáveis à realidade do projeto em questão.

As atividades da oficina compreenderam aulas expositivas, atividade de ateliê e visita de campo para o estudo dos seguintes temas: Visibilidade – relação rio e cidade, Conectividade do corredor ecológico, Rede de espaços públicos – parques e praças ao longo do rio Capibaribe.

Como resultado varias recomendações foram feitas visando melhorar a conectividade longitudinal do rio Capibaribe: (I) garantir a continuidade do mangue e das bordas naturais; (II) promover a conectividade e fluidez entre as duas margens; (III) abrir a visibilidade entre rio e cidade, explorando diferentes pontos de vista – o observador de dentro do rio, desde as margens, situado nas passarelas – e riqueza nas gradações visuais (permeabilidade, opacidade, transparência, visibilidade focal e global); e por último, (IV) o fortalecimento e a costura do corredor com as demais tipologias ecológicas da cidade do Recife, compondo a rede de espaços livres.